sábado, 9 de junho de 2012

Portugal: Sorte, onde andas?

Esta noite ficou provado, uma vez mais, que Portugal anda sem sorte. Seja nos políticos, nos governantes, ...bem, agora até ao futebol chegou esta maré de azar.
Muitos criticam a maneira como a nossa selecção pode ter abordado a partida, principalmente na primeira parte onde se viu uma equipa (visto bem as coisas, foram ambas) a jogar dum modo muito calculista. Mas contra esta Alemanha era impossível jogar doutra maneira, a não ser que quiséssemos ser humilhados.
Duas bolas aos ferros, um golo sofrido onde o cruzamento que o deu origem sofre um desvio num jogador português, ... será sinal de sorte? Definitivamente não. O azar anda por estes lados.
Portugal teve uma grande resposta ao golo sofrido, e uma vez mais como se tem assistido nas ultimas partidas, a bola tende a fugir das redes adversárias.
Até no árbitro tivemos azar (francês + futebol + portugal = lixar a vida aos portugueses) , não porque teve influência directa no resultado final, mas sim porque se pedia alguém com mais experiência para um jogo deste nível, e isso viu-se em determinadas ocasiões da partida onde o critério não foi o mesmo.
Uma nota ao polvo Paulo...não voltes a trair a tua pátria.

Se jogarem como hoje, podem ir longe.
FORÇA PORTUGAL!



quinta-feira, 7 de junho de 2012

Reflexão

Estamos numa tarde de primavera, que decidiu mascarar-se duma tarde de inverno. O céu está cheio de nuvens, no entanto, a brisa trazida pelo vento e o som das folhas das árvores traz-me uma forte sensação de paz e tranquilidade. Tranquilidade que bem necessito nestes últimos tempos.
O vento parece levar para bem longe qualquer sentimento mau, daqueles que por vezes nos incomodam. Assim, consigo sentir-me quase feliz...
Na rua, algumas crianças passeiam bem agasalhadas, alguns cães brincam entre as plantas, saltam muros, ladram e imensos pássaros fazem uma fantástica melodia vinda do seu chilrear enquanto ziguezagueiam entre eles e por entre os ramos das árvores.
O ar 'puro' que vem da rua ao meu encontro e me "bate" enquanto estou na janela, enche o meu peito de alegria e até de esperança, mas… apesar disso, eu, sinto-me quase feliz…
Não sei ao certo o que me falta, bens materiais não são. São até demais, os privilégios que a nossa geração tem. Graças a isso deixamos de dar valor a outras (grandes) coisas que nos rodeiam, e que nos faz mais felizes. Amigos? Bem, esses não são muitos. Apenas os necessários, aqueles que sei que posso sempre contar.
Começo a reflectir sobre aquele meu estranho sentimento e não demorei muito para perceber que, o que me faltava para estar feliz era a necessidade de ir ao encontro, pela brisa da manhã enquanto ouço música e penso na vida, de um dos sítios que melhor me faz.
Descobri isso e suspirei de alívio, pois sei que em breve vou ao teu encontro.

(Adaptado de outro texto que já tinha escrito anteriormente.)