quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Amanhecer (III)

(...) Com um beijo na testa dela, e um “Gosto muito de ti!” , fechei os olhos e adormeci. Adormeci, mas ao amanhecer com os primeiros raios de sol a atingirem-me a cara conjugados com o som das gaivotas, acabaria por acordar. Sou sincero, não queria acordar. Tinha medo, medo de que tudo não passa-se de um sonho.
Assim que senti o seu corpo junto ao meu; o seu respirar; o nosso calor ... Respirei de alivio, e mesmo sabendo que ela não estava a ver, sorri de felicidade. De facto tinha sido um sonho, mas um sonho real.
Pensei em acordá-la da maneira que ela mais gostava, com imensos mimos. Mas não, parecia tão cansada. Decidi deixá-la dormir envolta nos meus braços, assim sempre a aquecia e protegia, como se fosse um tesouro. E de facto era, o meu tesouro.
Apreciei um pouco mais a beleza daquele amanhecer, e aguardando pelo momento em que ela iria despertar do seu mundo dos sonhos, fechei os olhos.
Não teria de esperar muito, porque passado uns instantes ela começou a mexer-se, e com uma voz baixinha diz "Ainda dormes?"; Respondi um simples "Não", que viria a completar dizendo "Estava há espera que acordasses, para te poder relembrar o quanto eu gosto de ti".
Assim que acabei a minha frase, os lábios dela começaram a esboçar um sorriso. Sorriso esse que acabaria por desaparecer dos lábios dela, no momento em que decidi juntar os lábios de ambos. Mas apesar de ter desaparecido dos lábios, esse sorriso acabaria por  "fugir" para os nossos corações.
Com tudo isto, demos as mãos, "virando as costas" ao mar. Olhámos em frente, e juntos, decidimos enfrentar o destino. O nosso destino.

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