quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Lua Cheia (II)

(…) o sol pôs-se; mas a minha felicidade, essa nasceu. Nasceu, assim como uma bela noite de lua cheia. A nossa noite. De mãos dadas continuámos a caminhar, até que começámos a sentir a brisa marítima tornar-se cada vez mais forte. Ao nosso ritmo, acabaríamos por chegar ao areal, até que parámos para apreciar toda a beleza daquele local. Senti o frio a apoderar-se dela, e perguntei-lhe “Queres o meu casaco?”; Com um sorriso rasgado ouço a sua voz doce dizer “Não. O nosso calor chega”. Aquelas palavras causaram em mim tal sensação apaixonante, que num movimento involuntário, abraço-a e encosto a sua cabeça ao meu peito. Senti-me tão bem. Que sensação única havia sido aquela, perguntava a mim mesmo. Mal sabia eu, que naquele momento ela se interrogava com a mesma questão, e sentia o mesmo que eu estava a sentir. Com o ouvido junto ao meu peito, ela ouvia o bater do meu coração e pensava “Os nossos corações estão a bater de igual modo, ao mesmo tempo. Parecem um só.”. Era a nossa perfeita sintonia! À nossa volta, haviam as coisas mais bonitas que podem existir: um luar que iluminava todo o horizonte e deixava um lindo efeito nas calmas águas do mar; o céu limpo que permitia a todas as estrelas mostrarem o seu brilho; (…) ; as ondas a rebentarem contra as rochas com o seu som característico. Estávamos rodeados de coisas bonitas, no entanto, a mais bonita de todas elas estava ali connosco. E enquanto que todas as outras podiam ser de qualquer um, o que estava ali connosco não podia. Era algo só nosso, o nosso amor... Aquele que nos fez cometer a “loucura” de estar ali naquele momento; mas não nos faz apenas cometer “loucuras”, pois é ele que nos faz felizes. Com todo aquele ambiente perfeito, e após mil e uma palavras de amor trocadas entre nós, ela acabaria por adormecer encostada a mim. Com um beijo na testa dela, e um “Gosto muito de ti!” , fechei os olhos e adormeci.

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