sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Entrelaçados (IX)

(...) Acabámos por adormecer com as nossas mãos entrelaçadas. A partir daquela noite, o nosso amor tornou-se mais forte do que antes, uma atitude que nos poderia separar acabou por nos unir ainda mais. Nos dois dias que se seguiram fomos conhecer os monumentos e locais mais emblemáticos da cidade de Paris que ainda não tínhamos visitado.
Entretanto naqueles dois dias, eu falei com umas pessoas do hotel de modo a que na última tarde que iria passar em Paris, conseguisse preparar uma surpresa, para uma pessoa muito especial.
Como tinha planeado, naquele final de tarde não corria o perigo dela aparecer no quarto portanto, poderia planear com toda a tranquilidade a surpresa para a nossa última noite em Paris, e assim fiz.
Naquela noite quando a fui receber à entrada do hotel e nos encaminhámos para o quarto, ela estranhou pois numa noite normal teríamos ido para a salão de refeições, no entanto, aquela não era uma noite como as outras. Só que ela não sabia.
Assim que abri a porta do quarto e fiz sinal para ela entrar, senti o seu ar de deslumbramento com aquilo que estava diante dos seus olhos.
Naquele momento aquele quarto parecia um mundo encantado, um mundo bastante romântico que ela apreciou com toda a calma. Começando pela música de fundo "Anda comigo ver os aviões", passando pela suave fragrância a rosas que se fazia sentir, as velas que por ali se encontravam espalhadas ou até mesmo pela mesa que agora se encontrava no centro do quarto. Uma mesa de vidro, com todos os adornos necessários para um jantar romântico.
Aproximei-me dela, abracei-a e ao ouvido sussurrei-lhe:
   - Gostas? É tudo para ti.
Senti o seu coração a bater cada vez mais rápido, e apercebi-me que lhe faltavam palavras tal era a admiração com que ela estava.
   - Eu não acredito no que vejo, consegues sempre surpreender-me. - disse ela.
   - Podes acreditar, tudo isto é real. E podemos começar pelo jantar. - respondi.
Depois do jantar, fomos sentar-nos em cima da cama abraçados um no outro, e ali ficámos durante algum tempo a imaginar como seriam os 714 anos que se iriam seguir.
Enquanto isso eu estava ali a dar-lhe imensos mimos, e a arrepiá-la com o meu "simples" toque de mãos. Ela ria-se, e gostava. Eu fazia mais, gostava de ver aquele sorriso, gostava de vê-la feliz, de fazê-la feliz. A certa altura decidi começar a fazer outras coisas que ela gostava, e eu também... não resistia aquela tentação. Era tão forte. Comecei a dar-lhe beijos pelo corpo, enquanto simultaneamente o percorria com as minhas mãos.
   - Se continuas assim, isto descontrola-se. - disse ela com uma voz marota.
Soltei uma pequena gargalhada, e disse:
   - Gostava de ver isso a acontecer, seria bonito de se ver.
Continuei ali a mostrar-lhe todo o meu afecto por ela, traduzido em carinho. Minutos depois, a situação tinha mesmo ficado fora de controle e já várias peças de roupa estavam espalhadas pelos arredores da cama. No entanto, apesar das peças de roupa estarem todas por ali dispersas, havia algo que se encontrava bem unido. Éramos nós.
No resto da noite, e a contrastar com o frio que se fazia sentir na rua, continuámos naquele clima tórrido. Um resto de noite que acabaria por se tornar inesquecível, após todas as juras de amor que mutuamente fizemos, enquanto deixámos os nossos sentimentos se apoderarem dos nossos corpos e estes se mantiveram entrelaçados toda a noite.

4 comentários:

  1. É bonito aquilo que escreves, cada capítulo que termina... Aguça a vontade de ler o próximo
    Parabéns :)

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  2. Obrigado anónimo :)
    Espero continuar neste "bom ritmo", ou fazer ainda melhor para quem lê os textos goste e fique com vontade de ler cada vez mais.

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  3. De nada! Quem deveria agradecer-te éramos nós leitores pelo facto de não guardares aquilo que escreves só para ti...
    :)

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  4. A melhor maneira que me podem agradecer é sem dúvida,criticar o meu trabalho de modo a que o possa aperfeiçoar e que continuem a ser uma visita regular.
    Uma vez mais, obrigado.

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